RESENHA - PERDIDA: UM AMOR QUE ULTRAPASSA AS BARREIRAS DO TEMPO
- Infinito Literário
- 28 de mar. de 2018
- 4 min de leitura

SÉRIE: PERDIDA
LIVRO: #1 - PERDIDA
AUTORA: CARINA RISSI
EDITORA: VERUS
ANO: 2016
AVALIAÇÃO: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5) 💖
SINOPSE VERUS EDITORA:
Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela e independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.
Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa - ou se isso sequer é possível. Enquanto desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.
Com a ajuda do prestativo - e lindo - Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...
Perdida é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.
"[...] ele sorriu - Acho que vocês dois têm a mesma expressão nos olhos. A mesma liberdade cravada na alma.
- Liberdade! - zombei - Minha alma já não me pertence mais. Como posso ser livre?" (Pág. 259)
RESENHA:
Sofia Alonzo é a típica garota moderna: Trabalha demais, ganha pouco e não desgruda do celular por nada, afinal ele é o seu mundo. Super independente, diz para si mesma que não acredita no amor, até hoje só teve desilusões e, para ela, o amor ideal só existe em livros, principalmente no de Orgulho e Preconceito de Jane Austen que não sai de sua bolsa.
Uma noite, Sofia resolve aceitar o convite para sair com sua melhor amiga Nina e, numa ida ao banheiro, "seu mundo" cai dentro da privada e ela perde tudo que tem nele. No outro dia, corre as pressas atrás de uma loja que venda o celular perfeito para as suas necessidades, ela só não esperava que estaria comprando também uma reviravolta na sua vida, a melhor de todas.
O celular à transporta para nada menos que o século XIX, mais precisamente 1830. Desesperada, Sofia se ver presa em um lugar antigo, do passado e sem um banheiro decente! Abrigada pela família Clarke e pelo cavalheiro, e lindo e sexy e tudo o mais, Ian Clarke, Sofia precisa encontrar uma forma de voltar ao seu século e arrumar sua vida.
Entretanto, 1830 também trará para a sua vida todo o conto de fadas com o qual sempre sonhou mas nunca achou que precisaria.

"Parecia que queria me dar o mundo! Ele só não entendia que já tinha feito isso quando disse que me amava pela primeira vez." (Pág. 355)
Carina Rissi soube como narrar um romance perfeito entre a típica mulher moderna e o cavalheiro do século XIX. Ela não só aborda temas como nossa total dependência da modernidade e tudo o que ela nos fornece, a autora também mostra que a vida é feitas de escolhas e decisões e, no final, o que vai pender na balança é aquilo que dinheiro nenhum no mundo irá suprir: o amor da sua vida.
A narrativa leve e fluida nem te faz perceber que o livro tem 364 páginas. Os personagens são cativantes e únicos, com suas personalidades marcantes, isso inclui até os personagens secundários que conseguem deixar sua marca nas poucas páginas que aparecem.
A forma que a história é contada, te faz perceber o quanto perdemos na correria da nossa vida atual. Vivemos tanto para o trabalho, em metrópoles agitadas e na correria de sempre buscar mais, que esquecemos de olhar ao redor, desacelerar um pouco a vida e apenas respirar. É necessário Sofia voltar quase 200 anos para ver o quanto de natureza se perdeu no tempo, o quanto de tempo ela perdeu na vida. Ela desfruta de pequenas coisas que nem todos hoje em dia são capazes: tomar banho de rio, respirar ar puro, andar a cavalo, ou apenas deitar na grama e ver o tempo passar. E tudo isso ainda vem acompanhado com o amor da sua vida.
A autora também nos mostra o quanto os relacionamentos mudaram com o tempo e o quanto perdemos com essa mudança. Antes coisas como convidar para um passeio, cortejar uma moça, ajudar um estranho e abrigá-lo em momentos de necessidade, não ter medo de demonstrar o que sente e apostar nele, independente do tempo que levou para perceber o que sente, essas coisas foram perdidas com o tempo. Com certeza, evoluir foi necessário em várias coisas (ainda traumatizada na forma como usavam o banheiro hahahaha), mas perdemos coisas tão simples que te faz pensar se não abrimos mão de muita coisa necessária ao ser humano.
Perdida te faz refletir, Sofia e Ian te fazem se apaixonar, chorar, sorrir, sofrer e amar, tudo de uma vez. Te faz torcer por um romance que teria tudo para ser impossível, mas a vontade dos dois tornou tudo possível. Quando duas almas nasceram para ficarem juntas, nem o tempo é capaz de separar. Elas simplesmente encontram uma forma de se encontrar.
Obrigada Carina, Obrigada Sofia e Ian por me darem uma pontinha de esperança de que o amor está por aí, basta apenas encontrar a pedra certa do caminho.
"- Você abandonou toda a sua vida por mim? - ele indagou, apavorado.
- Não. Eu abandonei todo o resto para ficar com a minha vida! - eu o corrigi. - Você não entende? Não dá para suportar viver longe de você." (Pág. 345)




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